domingo, 11 de janeiro de 2009

sequência. CAPÍTULO NOVE.

Oi Gabi!!! Vou responder o meme!! mas antes vou postar a segunda parte do capítulo ok???
abração.
- Você o quê??!! – perguntou Calr, surpreso.
- Eu amarrei... – repetia Paul.
- Deixa pra lá! – falou Carl aparovado. – Vou ver se ele está lá no lugar onde você o deixou.
- Ei! Ele está algemado na escada que sobe pro segundo andar. É só ir se arrastando por ali que você chega. Certo?! – falou Paul, botando mais carga na sua arma no caso de alguém surpreendê-lo.
O agente Carl se arrastou até o local onde estava Sandro. Devido à desativação do prédio, pelo meio do caminho Carl foi encontrando pedaços de comida estragada, ratos dos mais variados tamanhos e muitas baratas! Talvez por causa dos restos de comida que os mendigos que passavam ali as noites, fugindo da polícia...e por aí vai.
- Ai, mas que droga é essa aquiiiii. Não sei porque eu escolhi ser agente – lamentava Carl, matando as baratas que encontrava no caminho.
Finalmente Carl se levantou e começou a procurar Sandro, que já estava muito longe dali. Não demorou alguns minutos e Paul também chegava, trazendo notícias não muito agradáveis.
- Adivinha onde está o inspetor Lucas? Agente Carl? – Paul observava a cara do parceiro.
- Não sei. Mas tomara que ele esteja bem – falou. – Agora o nosso prisioneiro fugiu e teremos que pegá-lo antes que os outros idiotas do furgão peguem-o primeiro.
- Então vamos – falou Paul.
Os agentes saíram pelos fundos, enquanto Luke os procurava a poucos metros de distância.
O inspetor Lucas, que estava escondido em cima da caixa d’água, apontava sua arma bem na cabeça de Bill, que não percebera que estava a segundos de morrer.
Na escuridão, o inspetor não conseguia enxergar absolutamente nada, mas a sua experiência não o trairia naquele momento. Mesmo sem a luz do dia, o inspetor Lucas estava suando muito, no instante em que ia apertar o gatilho, Sandro aparece por detrás de Bill, estragando tudo:
- Ainda bem que você veio me pegar, Bill! – falou Sandro. – Eu pensei que eram os japoneses que estavam atirando no carro dos agentes – sorria Sandro.
- Pôxa Sandro, eu é que digo “AINDA BEM!”. Nós estávamos procurando por você. Quando eu e Luke vimos você e os palermas dos federais saindo do prédio, resolvemos seguir – mentiu, improvisando um sorriso.
- Vamos embora, antes que nos peguem, Bill – falou Sandro, assustado.
- Calma...Nós vamos embora. Mas primeiro temos que nos esconder – falou Bill, olhando pra cima.
O inspetor Lucas aproveitou esse momento para atirar. Foram seis tiros consecutivos, que fizeram os dois correrem automaticamente.
Os agentes, ao ouvirem o barulho, correram para o lugar de origem dos tiros. Chegaram perto do furgão e, foram recebidos com tiros que saíram por debaixo da caixa d’água, dados por Bill.
Paul se jogou no chão, seguido por Carl, felizmente os tiros não os atingiu, a escuridão ajudava um pouco....
Luke correu pra perto da entrada principal. Onde foi surpreendido pelos tiros do inspetor Lucas:
- Ah!!! Porcaria – gritou Luke, com sua mão apertando o braço direito, deixando cair a metralhadora.
- Corra pra cá Luke!!!!! – chamou Sandro, sorrindo. Contente em ver o amigo.
- Já vou meu Luke!!! - respondeu num fiasco de voz.
- Porque você o chamou, Sandro? – perguntou Bill, nervoso.
- Ué! Ele num veio com você?! Não era ele que nós estávamos esperando pra irmos embora?! – perguntava Sandro, olhando friamente para Bill.
- Não, não era nada disso. Você estragou tudo! – falou Bill, vendo Luke chegar, com um ferimento no braço.
- Wow!!! Quase que eles me mataram, foi por pouco – falou Luke, se sentando ao lado de Sandro, que começava a olhar seu ferimento.
- Temos que sair daqui Bill – sussurrou Sandro – Estou ouvindo passos.
- Então fiquem aos dois aí, que eu estou indo embora – falou Bill, apontando a arma para os companheiros de ofício, sentados bem na sua frente.
- Mas...o que você vai fazer? Bill? – perguntou Luke, engrossando a voz, de repente.
- Então você realmente que me matar?! – perguntou Sandro, amedrontado.
- Calem essas bocas sujas! Suas bichas imbecis – falou Bill, enfiando o 38 reforçado na boca de Sandro, e ao mesmo tempo enforcando Luke – Sandro, eu tenho que matar você, saiba que não é pessoal, dinheiro é dinheiro...sabe como é. – falou engatilhando a arma. – Luke eu também terei que matá-lo.
- Por favor Bill. Vamos conversar, vamos fazer um acordo....eu pago o dobro...- gaguejou Luke, tentando com a mão esquerda, se soltar da mão forte de Bill, que apertava seu pescoço.
- Comigo não tem acordo e muito menos conversa, os dois vão morrer...E é agora! – gritou Bill apertando o gatilho na boca de Sandro, que fez com seu corpo se debatesse por alguns segundos no chão de terra batida.
Os agentes Paul e Carl, que estavam debaixo do furgão, começaram a se arrastar novamente em direção à caixa d’água.
A poeira deixava suas roupas completamente imundas. Passaram enfrente ao prédio e, quando estavam chegando quase perto da caixa d’água, foram surpreendidos por alguém que estava de pé, bem no meio do caminho. Com o susto, Paul automaticamente pegou sua arma, mas o homem que estava na sua frente foi mais rápido, pisando no braço de Paul, fazendo com que soltasse a arma rapidamente:
- Tudo bem, tudo bem...nós estamos quietos...calma. – falou Carl, levantando-se devagar para poder ver melhor o homem.
- Ora, ora rapazes. Parem de falar besteira e vamos logo atrás destes caras! – falava o inspetor Lucas, ajudando o agente Carl a se levantar e tirando o seu pesado pé de cima do braço de Paul.
- Aiiii merda! É o inspetor Lucas! Paul...Puxa, eu pensava que o senhor já tivesse morto. Depois dos tiros que escutamos, não foi agente William?! – perguntou Carl, olhando Paul procurando sua arma.
- É verdade...Agora temos que achar o imbecil do Sandro. Ele escapou das minhas algemas, inspetor Lucas.
- Ele está morto, Paul. – informou o inspetor.
- Como?! – perguntou Carl.
- Eu vi um homem matando Sandro debaixo da caixa d’água. Com certeza o mesmo que estava dirigindo o furgão que estava nos seguindo. Eu consegui acertar um no braço, mas ele fugiu...
No momento em que o inspetor Lucas falava, ouviu-se novamente outro disparo. Automaticamente os três se abaixaram:
- Eu não gosto de dividir dinheiro com ninguém, sua bicha idiota – falava Bill dando um chute no traseiro morto de Luke, e colocando fogo nas roupas de Sandro. Antes que os federais chegassem. Jogou Luke por cima de Sandro e, posteriormente saiu correndo em direção a estrada. Onde conseguiu pegar um táxi para a loja de Lady Pat:
- Olhem ...alí!!! – gritou Paul, apontando pra claridade que se fazia na construção abandonada.
- Vamos, talvez eles pensem que nós fomos embora – falou Carl.
- Vamos ver isso! Acho que é uma enrascada. Mas vamos nos arriscar – falou o inspetor Lucas olhando fixamente para as labaredas que não paravam de aumentar.
O inspetor, acompanhado de Paul e Carl, seguiram em direção às chamas. Infelizmente não dava pra chegar muito perto. Mas Paul, Carl e o inspetor Lucas conseguiram ver nitidamente os corpos de duas pessoas se incendiando:
- Meu Deus! Será que se suicidaram, inspetor? – perguntou Carl, recolocando a arma na cintura.
- Não Carl. O que vocês estão vendo aqui...é literalmente uma “Queima de Arquivo”. Puta que pariu!! Não tem nada para ajudar a apagar isso....Merda!!! Vamos embora, vou ligar pras equipes vim aqui ver isso...E ainda temos que ver condução pra voltar...droga!!!!
- Vamos sim...puta que pariu..estamos sem carro pra variar. – falou Paul, procurando alguma coisa pelo chão.
- O que você quer? Agente William? – perguntava o inspetor.
- Eu quero um pedaço de madeira pra facilitar a investigação dos legistas. Se é que vocês me entendem... – Paul estava olhando para os corpos em chamas.
- É claro! Tem toda razão – falou Carl. – Deixe que eu me encarrego disso!
- Você é esperto agente William. Temos que tirar os corpos desse foto de alguma forma, antes que nada os reconheça.
- Eles estavam em três, inspetor. O pilantra matou e ateou foto neles. – gritou Carl, trazendo um pedaço de arame farpado que achou há uns metros dali.
- Vou ajudar você.
Fazendo uma espécie de anzol, praticamente os corpos foram pescados das chamas, com a ajuda de areia jogada pelo inspetor Lucas, ficou mais fácil o procedimento.
- Pronto. Já está tudo certo – falou Carl. – Vamos embora de uma vez...
- Droga de celular que não pega... temos que telefonar para a Central e pedir que mandem os legistas... – reclamava o inspetor Lucas.
- Vamos pra avenida. Aqui nesse lugar o meu também não pega...merda de celular – falou Paul. – Vamos logo!
Os três seguiram para a estrada, onde pegaram um táxi. No relógio de Paul marcavam 21 horas, quando conseguiram ligar pra Central.

domingo, 4 de janeiro de 2009

CAPITULO NOVE

OLÁ! PARA VOCÊS QUE ESTÃO ACOMPANHANDO O

ROMANCE POLICIAL "GUERREIROS SEM FRONTEIRAS" - a história de Katy e Paul.

ESTOU MUITO FELIZ COM OS COMENTÁRIOS, OBRIGADA MESMO PELO CARINHO.
EXCEPCIONALMENTE ESTOU INICIANDO O MEU POST ASSIM PARA AGRADECER NÃO SOMENTE AO CARINHO DE VOCÊS QUE ME ACOMPANHAM E TAMBÉM PRA AGREDECER O BLOG PINEL&JUQUERI PELO SELO! OBRIGADA MESMO!

EIS MEUS/MINHAS INDICAD@S:








BAD GIRLS e outr@s que já mandei recado tb...

bjooooo

AGORA....VAMOS AO TEXTO!!!

CAPÍTULO NOVE

Já estava anoitecendo, quando Katy estudava as planta da Loja de Lady Pat.
Tinha passado a tarde inteira limpando seu apartamento e comprando mantimentos para sua dispensa, por isso não teve tempo de telefonar para o inspetor Lucas.
Katy estava curiosa pra saber o que tinha acontecido com os agentes Carl e Paul, que tinham ido espionar a loja dos traficantes. Não parava de pensar principalmente em Paul que, apesar do incidente da noite passada, sentia que deveria estar sempre ao lado dele.
Perdida em seus pensamentos, Katy não percebeu o barulho do telefone, só depois de alguns segundos é que escutou e, finalmente foi atendê-lo:
-Com quem deseja falar? – perguntou, ansiosa.
- Oi Katy. Sou eu, seu pai – respondeu o inspetor Lucas.
- Olá papai. Eu pensei que você ia ligar mais cedo – comentou Katy, um pouco sonolenta, talvez devido ao dia “agitado” que teve.
- Eu liguei várias vezes Katy, só que nunca ninguém atendia essa porcaria de telefone. Onde você andou que não veio trabalhar? – perguntou o inspetor aborrecido.
- É que hoje eu decidi tirar o dia de folga, pai. Aproveitei para arrumar um pouco a bagunça que estava a minha casa e também para comprar algumas coisas – respondeu Katy, estranhando o mal humor do pai.
- Primeiro: sou “EU” que dou folga pra você, ahhh se essa moda pega vou encontrar a Agência inteira no Caribe tirando “folga”. Segundo: eu liguei pra lhe informar que se você quiser fazer mais perguntas ao prisioneiro brasileiro, terá que ir até a penitenciária, porque neste mesmo instante, eu, o agente William e o agente Carl estamos conduzindo-o para lá, por motivos de segurança – informou o inspetor Lucas.
- Como assim, senhor Lucas? – perguntou Katy.
- É que eu e os agentes aqui, achamos que esse rapaz está de uma certa forma marcado pra morrer, pois ele contou tudo que sabia pra Agência, não é verdade?! – falava o inspetor, seriamente.
- É você tem razão. Mas, só vocês três é que vão levá-lo?! – perguntou Katy, preocupada.
- Sim, é. Mas vai ser bem rápido, não terá nenhum perigo – confortou Lucas. – Agora me deixe desligar porque o agente William está me chamando, tchau filha, até amanhã.
- Tchau pai, e tomem cuidado – despediu-se Katy desligando o telefone.
Não conseguindo mais estudar nenhuma planta de lugar algum, Katy foi deitar, descansar a cabeça...Mas estava difícil.
Eram exatamente sete horas da noite quando saia do prédio da Agência Central de Inteligência o prisioneiro Sandro acompanhado dos dois agentes e do inspetor, num carro preto, à paisana, em direção à Penitenciária de Imigração de Miami.
O agente Carl estava dirigindo, enquanto o agente William e o inspetor Lucas tentavam tirar mais informações do prisioneiro:
- Agora você vai dividir a sela com alguns colegas de ofício Sandro. Espero que você goste deles – falou Lucas, sorrindo.
- Por favor doutor, eu gostaria de ficar sozinho – pediu o bandido, com cara de idiota amedrontado.
- Cale a boca criatura ignorante. Você vai ficar sozinho, mas não era esse o meu desejo, gostaria que você ficasse com um assassino bem sanguinário, pra você aprender uma lição, entendeu? – falou Paul, segurando o queixo de Sandro e apertando até ele sentir muita dor.
- Calma Paul!! – falou Carl – você vai matá-lo antes de chegarmos na penitenciária.
Enquanto o agente Carl acalmava Paul, o inspetor Lucas percebeu olhando pelo retrovisor que estavam sendo seguidos por um furgão vermelho à alguns minutos:
- Carl, dirija mais depressa, está bem? – pediu o inspetor.
- Por que inspetor, algum problema? – perguntou Paul, virando-se para trás.
- Não vire agente Williams! – gritou o inspetor – eles irão perceber que já o vimos e, não se intimidarão em nos pegar.
- Quantos são? – perguntou Carl, aumentando a velocidade do automóvel.
Nisso, Sandro se encolhia no banco do carro, seu sorriso aparecia discretamente pelo canto da boca.
- Não sei, talvez um ou dois, não dá pra ver, o vidro é escuro – respondeu.
- Doutor, eu não quero morrer, eu não quero morrer!!! Sandro ria e chorava ao mesmo tempo.
- Fique quieto imbecil! Você não vai morrer, eu acho. – confortou Paul, rindo – agora abaixe-se mais que vamos acelerar um pouco.
- Vê se você consegue despistá-los Carl! – ordenou o inspetor, preparando sua arma.
Rapidamente, o motorista do furgão percebeu que o agente Carl estava acelerando, por isso decidiu acelerar também.
Dentro do furgão, Luke ajustava o silenciador em sua metralhadora enquanto Bill dirigia à toda velocidade:
- Não balance muito essa banheira, porque estou arrumando o silenciador aqui Bill! – gritou Luke, nervoso – ai! Eu odeio mexer nessas armar violentas.
- Cale a boca sua bicha. Estou tentando alcançar o nosso alvo, se é que você percebe. Vá se fuder! – gritou Bill, impaciente.
- Ai..está bem! Mas vai devagar que eu estou ficando com náuseas e quando eu fico com náuseas é bom sair de perto!!! – falou Luke, fazendo movimentos circulares com a mão direita que segurava o cartucho de balas.
- Ai meu Deus! Por que Lady Pat me arranjou ama pessoa “bipolar” assim? – perguntava Bill. – Olhe aqui Luke, preste atenção no carro aí enfrente, eu já consegui alcançá-los.
- Certo Bill. – falou Luke, sorrindo e abrindo o vidro do furgão.
Luke colocou-se para fora e apontou a metralhadora para o carro dos agentes, o vento era tão forte que fazia com que saísse água dos olhos dele, atrapalhando a mira. Mesmo assim, ele deu três rajadas no carro dos agentes fazendo vários furos no vidro traseiro.
Paul se levantou depois de ter caído muitos estilhaços encima de sua cabeça. O inspetor Lucas terminou de quebrar o vidro, fazendo com que ficasse mais fácil de atirar no furgão. Sandro não sabia se torcia pelos agentes ou para os homens que estavam atirando neles, porque sentia de alguma forma que, se eles o pegassem, o matariam com certeza. O agente Carl decidiu dirigir em direção à uma construção abandonada para não pôr em risco a vida de pessoas inocentes que trafegavam pela avenida e dos pedestres.
Quando Bill viu o carro deles entrando naquela velha construção, sentiu uma vontade de gritar, seus olhos eram puro ódio. Até Luke ficou com medo do olhar de Bill.
No momento em que Carl virou o carro para tentar despistar o furgão, foi surpreendido por um buraco bem no meio do caminho. Os freios funcionaram bem encima da hora, fazendo o carro derrapar e ficar pendurado pela metade do carro.
- Puta que pariu!!!! Vamos sair daqui! – gritou Carl – Saem pelo vidro de trás...vamos!
- Vamos sair bem devagar, ok? – falou o inspetor, seriamente, tentando enxergar o fundo do buraco....só escuridão, mas aos poucos sua visão ia se acostumando com o escuro.
- Segure-se firme, seu idiota, que agora vamos sair, escutou bem?! – perguntou Paul para Sandro, dando-lhe um tapa no rosto.
- Tudo bem doutor, eu não quero morrer desse jeito – falava Sandro, num fiasco de voz ao olhar a profundidade do buraco cheio de ferros retorcidos.
Primeiramente saíram Paul e Sandro pelo vidro quebrado, e ficaram segurando a traseira do carro fazendo contrapeso, logo o inspetor e Carl seguiram para fora do carro.
Bill dirigia seu furgão lentamente, Luke observava cada pedaço do lugar deserto para achar alguma coisa que se movia.
Paul acompanhado de Carl esconderam-se dentro do prédio em ruínas, enquanto o Inspetor estava encima da caixa d’água, ao lado do prédio.
Os agentes já estavam com suas armas engatilhadas, o furgão vermelho se aproximava cada vez mais do local onde eles estavam. Rapidamente, Bill percebeu o carro dos agentes logo à sua frente e com uma raiva incontrolável acelerou o seu furgão em direção do carro dos agentes. Luke soltou um grito desesperado:
- Você está louco, Bill!? – Luke suava em abundância. Bill, com os olhos fixos no carro à sua frente.
A pancada foi tremenda, o carro dos agentes foi parar no fundo do buraco com o capô virado pra baixo. Luke foi parar encima de Bill, que não ficou nem um pouco contente com isso:
- Sai de cima de mim, sua bicha idiota! – gritou, empurrando Luke para o banco do passageiro.
- Ai calma Bill, eu ao tive culpa... – falou Luke com uma voz insinuante.
- Vamos sair logo daqui, antes que eu acabe jogando você lá embaixo também – comentou Bill, pegando sua arma e saindo do furgão.
Ao ver que Bill tinha sobrevivido à pancada, o inspetor Lucas abaixou-se e esperou ele sair de perto do furgão para acertá-lo.
Luke, apesar de seus movimentos um tanto quanto “delicados”, correu rapidamente em direção ao prédio, onde estavam Paul e Carl:
- Onde está o prisioneiro, agente William? – perguntou Carl.
- Eu amarrei ali atrás. Assim ele não atrapalha – respondeu Paul, calmamente.
- Você o quê??!! – perguntou Calr, surpreso.
Continua...

sábado, 27 de dezembro de 2008

CAPÍTULO OITO





Depois de uma noite sem dormir, Katy não conseguia ficar de pé, já eram onze horas e quinze minutos da manhã e ainda não tinha se levantado da cama. Ela havia chorado a noite inteira e resolveu não ir trabalhar para não se encontrar com Paul.
Quando olhou no relógio até se assustou com as horas...Finalmente tomara coragem e levantou-se para tomar uma chuveirada fria.
Mas nada conseguia fazer com que Katy parasse de pensar em Paul, nem mesmo a água que caía sobre seu corpo, fazendo carícias que ela confundia com as de Paul, não a deixando em paz...
Katy aproveitou que iria passar o resto do dia em seu apartamento para fazer uma limpeza, depois iria estudar a planta do esconderijo de Lady Pat e comprar alguns mantimentos.
Ficou quinze minutos tomando banho, quando desligou o chuveiro, Katy escutou o barulho do telefone.
Colocou o roupão cor de vinho e rapidamente foi atender, pensando que era Paul, jogou-se no sofá e tirou o fone do gancho:
- Alô, Paul, é você? – perguntou katy, ansiosa.
- Aqui não é o Paul, aqui é o Agente Carl, Katy – falou, aborrecido.
- O que você quer Carl?! – perguntou chateada.
- Por que você não veio trabalhar, Katy? Eu estou aqui, com um senhor que se diz ser o tal do agente William, mas acho que mandaram o homem errado, porque esse aqui tem a minha idade mais ou menos.
- Não se preocupe Carl. Ele é o verdadeiro Paul William, é que o inspetor Lucas nos enganou quando disse que o agente William tinha cinqüenta anos de idade, só isso – flalou Katy, escutando a voz do agente Paul bem baixinho.
- Tudo bem então Katy. Agora eu e o agente William vamos espionar um pouco o movimento das pessoas lá na loja de produtos sul-americanos, tchau! – despediu-se.
- Até sábado, Carl. Ah! Avise para o meu pai que eu não irei trabalhar hoje, está bem? – pediu katy, antes que o agente Carl desligasse o telefone.
- Está certo Katy. Vou tentar...- desligou Carl, rindo.
No momento que Carl desligou, Katy sentiu que ele estava muito nervoso, mesmo assim esqueceu esse detalhe, dando de ombros. Dirigiu-se à cozinha para ver o que estava faltando e ir às compras...
Quando abriu o armário, ela até se assustou, não tinha absolutamente coisa alguma para fazer no jantar; ao abrir a geladeira, o susto foi menor, mas mesmo assim, Katy decidiu ir fazer compras e deixar a limpeza para mais tarde.
Voltou para seu quarto vestiu um roupa confortável e foi comprar o que precisava. Só quando Katy chegou no saguão do prédio se lembrou que sua moto estava no hotel onde Paul estava hospedado.
É...realmente não conseguia tirá-lo da mente! Agora ela tinha certeza que amava Paul com todas as suas forças. Mesmo assim, não iria vê-lo tão cedo. Katy resolveu então, ir andando ao supermercado mais próximo.
Caminhando na calçada, Katy mentalmente perguntava se Paul também a amava, ou ele tinha herdado também a sem-vergonhice do pai e só estava interessado em se divertir, por isso que na noite anterior ela fugiu sem dar nenhuma explicação, deixando-o mal humorado.
Katy chegou no supermercado em dez minutos, se ela estivesse de moto não demoraria mais que três minutinhos, naquele horário as ruas estavam completamente cheias de pessoas indo para a praia.
Quando entrou, Katy quis voltar para trás, o supermercado estava fervendo de gente. Mesmo assim, ela respirou fundo, pegou o carrinho e foi comprar o que precisava.
Nesse mesmo instante, no escritório da Agência Central, Paul discutia com o agente Carl sobre a quadrilha de Lady Pat:
- Olhe aqui, agente William, eu tenho certeza que há mais de dez bandidos naquela porcaria de loja – falava Carl, inquieto.
- Como você tem tanta certeza, agente Carl? – perguntou Paul, irônico.
- É simples, eu e o meu parceiro, o agente Peter, estamos investigando um grupo de japoneses contrabandistas que levam pó daqui até o Japão com a ajuda da quadrilha da Lady Pat. – falou Carl, mostrando as fotos dos mafiosos.
Paul levou um susto quando viu a foto do homem que tentou matá-lo:
- Esse imbecil também faz parte do bando dos japoneses? – perguntou Paul, observando a foto.
- Sim, o apelido dele é Samuray, mas é mais conhecido como....
- Sam! É isso?! – interrompeu Paul.
- Isso mesmo. Como você sabia? – a expressão de Carl era de indignação por Paul saber das coisas.
- Eu já tive o “desprazer” de conhecê-lo – falava Paul, sorrindo.
Como o agente Carl estava confuso, Paul foi explicar:
É que foi esse cara que tentou me matar no dia em que eu cheguei de viagem, ele conseguiu fugir mergulhando na piscina do hotel, você acredita? – Paul ainda não conseguia engolir essa fuga.
- Ele é um ótimo lutador, agente William; japonês, sabe como é...artes marciais, armas brancas, são verdadeiros assassinos – comentou Carl.
- Vamos parar de falar nesse idiota, temos mais coisas pra fazer – falou Paul, terminando a conversa sobre o japonês saltador. – É hora de irmos até a loja, certo?!
- Então, vamos embora!
Enquanto Paul e Carl se dirigiam para o carro, Katy saia do supermercado carregando vários pacotes.
Muito cansada, Katy não esperava a hora de chegar em seu apartamento. Ainda dentro do ônibus, Katy tinha dificuldades ao carregar seus pacotes, mesmo assim, ela conseguiu ver os agentes Carl e Paul dentro de um carro negro no momento em que o sinal fechou.
Tentou chamá-los, mas foi impossível. Quando abriu a janela do ônibus, os pacotes bambearam e caíram em cima de alguns surfistas, Katy pegou os pacotes que estavam sendo entregues educadamente pelos garotos tatuados.
Voltou a olhar pela janela do ônibus depois que tinha arrumado os pacotes num banco vazio, mas não conseguiu avistá-los mais. O sinal já estava verde e os agentes já haviam sumido.
Katy achou até melhor Paul não tê-la visto, é lógico que depois de ter pensado muito, pois estava se concentrando para a batida na loja amanhã e não queria misturar as estações.
Já eram treze e trinta da tarde e os agentes estavam à paisana tentando ver alguém conhecido na loja de Lady Pat, mas nada se via e ninguém aparecia.
Deram duas horas, três, quatro, até que Paul não agüentava mais ouvir o ronco do agente Carl e decidiu sair do carro e dar uma volta pela loja.
Saiu do carro sem fazer nenhum barulho, fechou a porta e saiu andando pela calçada. Como a loja estava do outro lado da rua, Paul foi até o farol da esquina e atravessou. Ao chegar à frente da loja quase tropeçou numa pedra que estava no caminho. – Droga!
Subiu dois degraus que dava acesso à loja e, quando estava olhando discretamente para dentro do estabelecimento, foi brutalmente surpreendido pelo agente Carl:
- Você está maluco, agente William, olha quem vem vindo do outro lado da rua em direção à loja!! – sussurrava Carl, apontando para os japoneses que se aproximavam.
- Você quer me matar de susto! Quase que eu tenho uma parada respiratória aqui – falava Paul, enquanto saía dali ao lado do agente Carl. – Vamos nos esconder ali atrás daquela banca de revistas.
Quando Paul e Carl se acomodavam atrás da banca, fingindo ler algumas revistas em exposição, os japoneses entrevam na loja carregando várias caixas e engradados de refrigerantes:
- Ande logo seu imbecil! Se não formos logo nosso mestre irá arrancar nossos olhos e jogá-los para seus peixinhos de estimação. Entendeu!? – gritou Sam, para um pobre carregador que trabalhava para a quadrilha do Mestre Mao, poderoso chefe do contrabando da Yakuza.
- Tenha calma, Senhor Sam. É que ta muito pesado, nô? – respondeu o carregador.
- Cale a boca e ande logo! – gritou Sam, dando-lhe uma tapa na cara.
O homem desequilibrou-se mas não deixou cair uma só caixa.
Os agentes Paul e Carl vigiavam do outro lado da rua, enquanto os japoneses entrevam na loja.
A tarde já estava acabando, e ninguém mais entrou na loja de Lady Pat. Paul não agüentava mais esperar os japoneses saírem da loja pra poder ir atrás deles. Resolveu então, ir embora e preparar-se para amanhã:
- Vamos embora, agente Carl. Eles devem ter saído pelos fundos da loja – falou Paul, descontente. – Vamos para o carro.
- Você tem razão. Nós temos que ir embora, eu ainda tenho que falar com o agente Peter sobre a batida de amanhã – falou Carl, indo com Paul em direção ao carro.
No segundo andar da loja, Sam espiava com um binóculo todo o movimento dos agentes, realmente ele estava irritado com eles. Primeiro foi Katy, que tentou penetrar na loja sem ser vista; agora eram os dois agentes que, com o que soube dos empregados da loja, ficaram o dia inteiro em frente à loja:
- O que você pretende fazer, Sam? – perguntou Lady Pat.
- Não sei, até agora eles só estão olhando a nossa loja. – respondeu Sam, seco. – Vamos mandar alguns homens para poder matá-los de uma vez por todas? – perguntou, acendendo um cigarro de cravo.
- Não, eu acho melhor nós cuidarmos do rapaz que ficou preso com os federais, você não acha?! – sugeriu Lady Pat, sorrindo.
- Eu acho que esses agentes idiotas estão rondando a loja por isso mesmo. O Sandro deve ter dito alguma coisa pra eles. E por isso vai ter que morrer. Meu mestre não suporta traição, entendeu? Lady Pat. – a voz de Sam intimidava.
- Por mim, não vejo problemas em matá-lo, Sam. Eu também não gosto de traidores, e isso vale pra qualquer um que quiser passar por cima de mim, entendeu? Samuray.
Os dois sorriram e, não querendo mais saber de conversas, Lady Pat apertou um botão e logo apareceram dois homens, um negro muito mal encarado e exageradamente armado e um branquelo com cara de nerd segurando uma pasta vermelha.
Assim que eles entraram, Lady Pat foi logo falando para eles matarem em exatamente cinco horas o rapaz que foi preso pelos agentes dias atrás:
- Deixe-me dar uma olhada nessas fotos, Luke – pediu Lady Pat ao homem que portava a pasta vermelha.
- Aqui está, senhora.
Lady Pat observou as fotos dos homens que trabalhavam para ela até que chegou à foto de Sandro:
- É esse aqui, Sam? – perguntou Lady Pat, dando a foto nas mãos dele.
- Sim, é esse mesmo. Você tem que treinar melhor seus homens, Lady Pat – caçoou Sam. – É esse aqui, Bill. Basta matá-lo e o dinheiro estará na mão, certo?! – Falou Sam, sorrindo para o negro que estava colocando munição em uma das armas.
- Pode deixar comigo. Senhor Sam – respondeu Bill, sorrindo também e se retirando da sala junto de Luke, o tesoureiro dos traficantes comandados por Lady Pat.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

CAPÍTULO SETE




Já havia terminado o expediente de Katy e Paul. Já estava tudo preparado para o dia, ou melhor, para a noite em que eles e mais dois agentes juntos com o inspetor Lucas iriam invadir a Loja de produtos Sul-Americanos.
Katy telefonara para o inspetor pedindo para que os agentes Carl e Peter ajudassem na busca dos traficantes que já estava marcada para sábado.
Paul acompanhou Katy até o estacionamento, ela queria ao menos poder descobrir o que Paul estava pensando. A partir do momento em que o Sr. Jonas contou que a mãe havia morrido de overdose, Paul não falara mais nada:
- Você está bem, Paul? – perguntou Katy, preocupada. – Você está tão sério – comentou, subindo em sua moto.
- Katy, o meu pai não sabe de nada. Mas eu sei que a droga que minha mãe usou na noite em que ela teve a overdose foi vendida por esses idiotas da quadrilha da Lady Pat.
- Mas...como você sabe disso, Paul?!! – perguntou Katy, surpresa.
- Eu costumava perseguir minha mãe, mas não era por causa das drogas, era porque ela tinha um caso com um canalha que se dizia amigo do meu pai – falou Paul, sério. – Houve uma noite em que eu a segui e percebi que ela estava com um comportamento muito estranho, ela estava dirigindo rápido demais...Nós morávamos na Barra da Tijuca e o amante dela em Copacabana, só que ela estava indo para o Morro da Rocinha, compreende Katy, para o Morro??!!! – perguntava Paul, super nervoso.
- Não compreendo Paul. Explica-me direito essa história, calmamente, está bem? – pediu Katy.
- É que na Rocinha, Katy, é um dos pontos onde a droga é vendida. Quando minha mãe chegou lá, um homem estava numa esquina vendendo cocaína e ela foi diretamente a ele e comprou um saquinho – explicava Paul. – Esse homem era o Sandro, Katy, o imbecil que nós prendemos aqui!!!
Katy não acreditava no que estava ouvindo. Era coincidência demais os dois homens serem a mesma pessoa. Confusa com o que Paul acabara de falar, Katy começou a fazer perguntas a Paul:
- Mas como isso é possível, Paul? Esse mundo é pequeno, mas nem tanto. – falou Katy, pensativa.
- O que acontece Katy, é que para os brasileiros o mundo é menor do que você imagina, só depende do caso.
- Eu sei Paul – concordou Katy. – Só o que eu lhe peço agora é que fique calmo até sábado, certo? – pediu Katy, preocupada. – Vai descansar um pouco que, à noite eu passarei em seu apartamento para pegarmos um cineminha, ok? – perguntou Katy, olhando fixamente para Paul.
- Tudo Bem, Katy. Eu não estou nervoso. Só estou cansado, mesmo. – falou Paul. – Hoje será a noite em que iremos nos divertir bastante, hêim Katy?! – perguntou, sorridente.
- Será Paul, será. – respondeu Katy, também sorrindo. – Bem, deixe-me ir embora, antes que anoitecemos aqui. Você não vai querer uma carona? – convidou Katy, indiretamente, com esperanças de que ele aceitasse, lógico!
- Dessa vez não, Katy – falou Paul, que percebeu uma pontada de tristeza momentânea dela. – Hoje eu vou em minha própria moto...rsrsrsrsrsr
Katy ficou surpresa com a novidade, a cada minuto que se passava ela ficava cada vez mais envolvida com Paul. Ele tinha os mesmos gostos que o dela, e os mesmos desgostos também:
- Não sabia que você havia alugado uma moto, Paul, onde ela está? – perguntou Katy, ligando a sua máquina.
- Está ali atrás, espere um instante que eu vou buscá-la... – respondeu Paul, parecendo um menino que vai mostrar o brinquedo novo...
Katy ficou esperando com o motor ligado, não se passaram três minutos e Paul chegava com sua Honda 750 Four K, totalmente negra. Katy ficou boquiaberta ao ver a moto:
- Ela é linda, Paul!!!! – falava Katy, entusiasmada. – Quando foi que você alugou essa belezinha, agente William?
- Eu não aluguei, Katy – respondeu Paul. – Pedi para que mandassem pra mim. Eu não imaginei que sentiria tantas saudades dela. E também não imaginava que minha mais nova parceira também pilotava motos...
- Ele é muito bonita, Paul. Agora, por quê não saímos daqui e vamos dar uma volta juntos, hêim?! – perguntou Katy.
- Claro!!!
Katy e Paul, em suas respectivas motocicletas, saíram do estacionamento rumo à lugar nenhum, ficaram passeando pelas ruas de Miami, até que se despediram com o som estridente de suas buzinas seguindo depois para seus apartamentos.
Quando Paul chegou ao seu hotel, não sabia o que fazer. Ele pegara todas as suas roupas que estavam dobradas no guarda-roupa e jogou-as na cama, fazendo uma bagunça tremenda!
Só depois de quinze minutos de escolha, é que Paul decidiu por um blazer preto, uma camisa de seda cinza e uma calça jeans escuro, quase preta. Tomou seu banho assoviando um samba da Estácio, perfumou-se por inteiro e ficou esperando Katy impacientemente...
Nesse mesmo momento, no apartamento de Katy, ela recolocava suas roupas nas gavetas. No seu quarto haviam roupas em todos os lugares, até embaixo da cama Katy encontrou lingeries que eram as suas preferidas...Depois de tanta bagunça e desordem, é que Katy, finalmente foi relaxar na banheira, onde ficou vinte minutos.
Quando Katy terminou seu banho, estava tão nervosa quanto antes. Trêmula e pensativa, ela vestiu uma calça de viscose azul marinho, uma mini-blusa de coton branca, etc, etc, etc....
Já eram sete horas e meia da noite quando Katy saía de seu apartamento e se dirigia para seu encontro com Paul, que estava nervosíssimo aguardando sua parceira chegar.
Katy chegou ao hotel, vinte minutos adiantada. Quando entrou no saguão do hotel, Paul estava tomando um suco de maracujá.
Quando Katy notou a presença dele, sentiu seu corpo esquentar novamente, ela não conseguia controlar e se sentia traída por isso:
- Oi, pensei que você estava em seu apartamento – falou Katy, encantada com o charme, com a vivacidade em que Paul se encontrava naquele momento.
- Oi, eu decidi esperar aqui...porque lá em cima está muito quente...vim refrescar um pouco – mentiu Paul.
- Bem, então...vamos!!? – disse Katy, impaciente.
- Você é quem manda! Hoje vou fazer só o que você decidir, o que você achar melhor pra nós dois – consentiu Paul, brincando com as palavras.
Depois de vários minutos de discussão, Paul e Katy saíram em apenas uma moto, a dele, é lógico... Só que Katy é quem iria pilotar, é Lógico!
Os dois assistiram a um filme somente, depois seguiram para uma lanchonete próxima ao cinema, no lugar mais movimentado de Miami.
No relógio de Katy marcavam onze horas e meia, foi aí que ela resolveu voltar para o hotel, só que num caminho diferente:
- Para onde vai esta estrada, Katy? – Paul estava curioso, olhava para todos os lados, tentando identificar alguma coisa. Segurando firme a cintura de Katy, devido à alta velocidade da sua moto.
- Estamos indo para Miami Beach, Paul. Espero que você goste de praias, pois iremos passear um pouco por lá, é que nesse horário há poucas pessoas, e é bem mais calmo – falou Katy, nervosa.
- O que você tem Katy? – perguntou Paul, sentindo que Katy estava tremendo um pouco.
- Não tenho nada, Paul, eu só estou um pouco nervosa porque ainda não dominei bem a sua moto, é que a minha é de época diferente, e mesmo a sua sendo antiga tem novidades que a minha não tem..rsrsrsr – mentiu Katy.
Não se passaram dez minutos e já dava pra ver as ondas violentamente fortes, onde só suas espumas esbranquiçadas é que se destacavam perante o céu escuro e totalmente estrelado de Miami Beach.
Katy estacionou a moto de Paul em frente a um quiosque, os dois desceram e, sem falar absolutamente nada Katy seguiu andando para o quiosque; Paul que não estava entendendo o que se passava com Katy, foi conversar com ela:
- Você está sentindo alguma coisa? – realmente Paul estava preocupado. Entrando no quiosque pra conversar com ela.
- Estou, mas não sei definir o que é realmente – respondeu Katy, observando o mar.
Agora Paul sentia que Katy também o desejava, mais de uma forma ainda distante, assim, ele fez com que ela decidisse o que queria naquele exato momento:
- Katy, eu não sei o que você quer, mas, peça o que quiser e eu trarei pra você – falou, olhando fixamente pra Katy.
- Paul, eu não quero que você me traga absolutamente nada, eu apenas quero que você me beije, por favor.....- suplicou Katy, enquanto encostava seu corpo delicadamente ao do Paul, fazendo com que ele, com seu jeito sedutor, baixasse sua cabeça para roçar lentamente seus lábios no pescoço dela.
- Ahhh, Katy, você me deixa cada vez mais apaixonado por você...- sussurrou Paul, beijando-a no lóbulo e indo em direção aos lábios dela. – Eu quero fazer amor com você, Katy. – falou Paul, sem pensar.
- Eu também Paul – sussurrou Katy.
Paul pensava em ser o homem mais feliz do mundo; com uma intensidade sem igual, ele beijou Katy com tanto afeto e prazer que, ela com suas mãos começou a desabotoar a camisa de Paul sem ter consciência de seus próprios atos, como uma menina de quinze anos, pronta pra se entregar.
Aos poucos, os dois iam se ajoelhando nas areias frias daquela praia, Paul já havia retirado seu blazer e jogado no chão, colocando posteriormente Katy deitada sobre o blazer e deitando-se ao seu lado.
A respiração de Katy era ofegante; sutilmente, Paul deslizou sua mão pelo pescoço de Katy até chegar a sua mini-blusa, com movimentos insinuantes, Paul acariciou os seios de Katy e ao mesmo tempo beijava-a fazendo com que ela gemesse de tanto prazer.
Ao mesmo tempo, Katy desabotoava cuidadosamente o resto dos botões que faltavam na camisa de Paul. Enquanto ela tirava a camisa dele, Paul se aconchegava suavemente sobre Katy.
Nesse instante, uma luz inesperada pairava sobre os dois amantes que, por motivos óbvios, assustaram-se com a claridade da lanterna:
- Quem é que vocês dois pensam que são, os deuses da mitologia que faziam sexo onde e com quem bem entendessem?!!! – perguntava o policial que fazia a ronda naquele local. – São exatamente vinte e quatro horas, eu acho que vocês resolveram vir à praia muito tarde, ou muito cedo....
- Pode deixar que eu explico, policial – falou Paul, nervoso com a repentina intromissão do homem fardado na sua frente, num momento tão especial de sua vida de macho apaixonado.
- Eu vou embora, Paul, sábado de manhã nós conversamos – falou Katy, nervosa com tudo aquilo. – Tchau!
- Ei!!! Garota!!! Onde você pensa que vai??? – perguntou o policial, dirigindo-se para Katy.
No momento em que o tira deu um salto em frente de Katy para que ela parasse, ela tirou sua insígnia de agente e mostrou ao “Tira”, que automaticamente parou:
- Tudo bem..Agente, eu não vou perguntar mais nada, ok? Assim fica todo mundo contente. Agora, da próxima vez...
- Não haverá próxima vez, policial!... – falou Katy, envergonhada com a cena toda.
- Do quê você está falando, Katy? – perguntou Paul, sobressaltado...vestindo suas roupas.
O policial que não queria ficar ali, para não ser submetido à uma grave falta perante os federais, foi indo embora para o seu carro, de mansinho e sem olhar pra trás.
- É isso mesmo que você ouviu Paul! – respondeu Katy, de costas e com os olhos banhados em lágrimas.
- Mas Katy! E os nossos beijos, nossas trocas, nossos...
- Paul, eu quero que você fique preparado pra a “batida” de sábado, está bem? Amanhã eu não irei trabalhar, o agente Carl irá conversar com você sobre os equipamentos que iremos usar, até sábado. – despediu-se Katy, dando-lhe um delicado beijo nos lábios e, em seguida, atravessou a avenida e entrou no prédio onde morava.
Paul ficou observando o trajeto de Katy até sumir no saguão do edifício, que ficou ali pensando, se perguntando...Por quê Katy o trouxe logo para perto de seu apartamento????
Nervoso, Paul seguiu em direção à sua moto onde estava também, o carro do policial que estava esperando-o:
- Desculpe-me, senhor...- falou o policial.
- William, agente Paul William. O que você deseja policial? – perguntou Paul, impaciente e confuso.
- Eu sinto muito em ter atrapalhado seu romance, agente Paul William, como o senhor já sabe é o meu serviço e, à essas horas da noite aqui nessa praia tudo é possível.
- Tudo bem policial. Não se preocupe, isso não irá mais acontecer. – falou Paul, montando em sua moto. – Pode retornar à sua ronda, eu já estou indo embora.
- Sim obrigado e, pilote com cuidado – falou o policial, apertando a mão de Paul e se dirigindo para a viatura.
Depois que a viatura policial também sumiu de vista, Paul, irritado com tudo o que tinha acontecido deu um soco no guidão de sua própria moto:
- Ai!!!! Porcaria, até você está contra mim??? – falou Paul, saindo daquele lugar e pegando a auto-estrada.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

CAPÍTULO SEIS




Eram dez para as nove de manhã, quando a agente Simon estacionava sua moto em frente ao prédio da Agência Central.
Desde o dia em que Paul William chegara, Katy mudou todos seus objetos de trabalho para um escritório mais amplo e confortável no prédio da matriz, para sua segurança e a de Paul.
Katy entrou no elevador em direção ao seu escritório, que ficava no décimo andar. Quando a porta do elevador se abriu, Katy viu Paul, que estava abrindo a porta do escritório:
- Bom dia, Paul – cumprimentou Katy. – Esse é o relatório do homem que capturamos, ontem à noite? – perguntou, olhando para a pasta.
- Sim, seu pai estava aqui, quando entrei no edifício. Ele me falou que o mapa da loja está aqui também. – respondeu Paul. – Vamos, entre...não é possível trabalharmos no corredor.
- Sim, é claro! – falou Katy, sorrindo. – O inspetor Lucas comparou o mapa que o prisioneiro desenhou, com o mapa da planta do imóvel? – perguntou Katy, sentando-se em sua mesa.
- Comparou, mas, só a loja é que coincide com o original. E existe três túneis que foram construídos logo após a loja ser vendida para os brasileiros, esses túneis vão dar em três ruas diferentes do quarteirão, como podemos ver aqui – respondeu Paul, mostrando-lhe os mapas.
- É isso mesmo, Paul! – falou katy. – Nós podemos entrar por essa passagem que existe nos fundos da loja. Quando eu fui investigar semana passada, eu percebi que nesta passagem existe pouquíssimo movimento de pessoas – comentou Katy, apontando no mapa. – É lógico que, no momento em que entrarmos, teremos que tomar muito cuidado pois, não sabemos o que vamos encontrar lá dentro.
- Faz sentido, o que você diz Katy. Mas, conforme nós entramos nesse túnel, as outras passagens já estarão interditadas por nossos reforços, compreende? É por esse túnel que Lady Pat vai querer fugir, porque ele é menor que os outros dois. Então a fuga vai mais rápida, entendeu?
- Perfeitamente, Paul – respondeu Katy.
- Então seguiremos este esquema. Lá na loja existem cinco pessoas, conforme falou o prisioneiro, duas nós já sabemos quem são: Lady Pat e Sam. Mas deve existir muito mais do que isso.
- Sam? Quem é esse tal de Sam? – perguntou Katy.
- Foi ele que escapou ontem à noite, mergulhando na piscina – respondeu Paul. – Mas desta vez vamos pegá-los de uma vez por todas, não vamos?! – perguntava Paul olhando fixamente nos olhos de katy.
- Sim, vamos....-respondeu Katy, hipnotizada.
O agente William paralisava Katy só com o olhar, era incrível o poder de sedução que aqueles olhos tinham.
Katy começou a ter pensamentos, sonhos, imagens dela e Paul juntos em outro lugar mais calmo, aconchegante, confortável, menos no escritório em que se encontravam no momento.
Infelizmente Katy foi despertada por batidas na porta:
- Deixe que eu atendo – falou Paul, sorrindo.
- Sim, claro – falou Katy, um pouco atordoada com a força, a energia magnética que aquele homem tinha.
Paul abriu a porta, e Jonas entrou, vestindo um bermudão, uma camisa estampada com cores vibrantes e calçando um tênis:
- Meu Deus! Como tem mulher gostosa nesse lugar, Paul!!! – falou seu pai, pensando que estava sozinho com o filho. – Gostaria de poder ficar com todas que conheci de uma só vez, mas eu sei que elas não iriam agüentar a fome do Senhor Jonas aqui...hahahahah – falou, batendo as mãos contra o próprio peito e sorrindo.
- Pai, fale baixo – pediu Paul. –Não estamos sozinhos.
- Vejo que está se divertindo bastante, Sr. Jonas – comentou Katy, com um ar malicioso.
- Olá agente Simon; É verdade. Estou me divertindo muito! As praias aqui são belíssimas, faz lembrar as praias do Rio de Janeiro às vezes. Principalmente porque faltam os arrastões...hahahahahahahah- falou Jonas, que mudara de assunto automaticamente.
- Entre papai – convidou Paul. – Katy e eu estamos bolando um esquema para darmos uma batida lá na loja de produtos Sul-Americanos.
- Ahhhh! Paul, eu gostaria de lhe mostrar umas coisas que eu consegui, quando peguei aquele assassino que metralhou o prédio em que eu estava trabalhando com meu pai – falou Katy.
- Vamos ver então que coisas são essas!!! – falou Paul, curiosíssimo.
Enquanto o Sr Jonas e o agente William se acomodavam, Katy pegava os objetos que tinha conseguido com o presunto do prédio em que trabalhava. Quando Katy jogou a carteira de identidade, o passaporte falso e a foto na mesa, Paul ficou perplexo:
- Onde você conseguiu tudo isso? – perguntou Paul, pegando a fotografia para ver melhor.
- Estavam nas roupas do bandido – respondeu Katy.
- Esta foto também estava junto com os objetos que você pegou?
-Sim, estava – respondeu Katy. – E é isso que eu não entendo – respondeu Katy. – Tem que haver alguma ligação entre essa foto e as pessoas que trabalham para Lady Pat – declarou Katy, nervosa.
- Por que voc~e acha que essa hipótese tem fundamento, Katy? – perguntou Jonas, preocupado.
- Eu acho que é porque meu pai é brasileiro, não sei...- respondeu Katy. – Pode ser vingança, ou alguma coisa do gênero.
- É, pode ser. Então teremos que investigar essa loja o mais depressa possível – declarou Paul. – Se não a vontade desses marginais em querer matá-la e a seu pai pode se concretizar. Incluindo eu! Que agora eles também querem, não sei por que cargas d’água.
- Amanhã mesmo iremos vigiar a loja, durante a noite inteira, está bem? – decidiu Katy.
- Tudo bem pra mim, Katy – falou Paul.
- Tomem cuidade com esses mafiosos, eles não vão dar moleza para ninguém – avisou Jonas. – Eles investem alto em armamentos, ouviram bem?
- Sim, Sr. Jonas, ouvimos muito bem! – falou Katy, sorrindo. – Por falar em armamento, gostaria que vocês dessem uma olhada nessas belezas que eu tenho bem aqui.
Katy dirigiu-se ao armário de ferro, tirou as chaves do bolso de sua calça jeans e abriu a porta de cor cinza escuro.
Paul ficou espantado com tantas armas que haviam dentro daquele armário. Era um verdadeiro arsenal de guerra.
Haviam duas M16, uma M60 usada na guerra do golfo, duas escopetas, quatro calibres 12, um disparador de mísseis de pequeno porte, duas magnuns, três 765 com visor noturno, facas de todos os tipos e muita munição.
O cigarro do Sr. Jonas caiu em cima de seu bermudão novinho, quando ficou boquiaberto ao ver tanta arma em poder de uma mulher...
- Caramba! A minha bermuda está pegando fogo!!!! Porcaria de cigarro...- xingou, pulando e ao mesmo tempo batendo as mãos contra as pernas.
- Fique quieto pai! Não sei pra quê você ainda fuma... Você não pode ver nada que fica com a boca aberta, anote aí Sr. Jonas, tu ainda vais morrer queimado com seu próprio cigarro – avisou Paul. – Agente Simon, aonde você arranjou tanta arma? –perguntou Paul, impressionado.
- Eu comecei à colecionar armas a partir do momento que entrei na CIA – respondeu Katy, sorrindo. – Todas essas belezinhas estão em perfeito estado de conservação para o uso, estão completamente limpas e carregadas, que é o principal.
- Mas Katy! Isso não é uma batalha, será apenas uma batida para apreendermos drogas e, quem sabe, conseguirmos enjaular alguns traficantes – falou Paul.
- Eu sei que não é uma batalha, Paul. Mas eu sei que é uma guerra – falou Katy, decidida. – A batalha será muito mais difícil de vencermos – concluiu Katy.
- Você está certa, Katy – concordou Paul. – Nós somos verdadeiros guerreiros, e lutamos contra essa corja de bandidos traficantes que só fazem destruir vidas por aí! Vendendo essas porcarias desses narcóticos que não prestam pra nada. – falou Paul, explodindo.
- Nossa Paul, por que tanto ódio? – perguntou Katy.
- A mãe dele morreu de overdose, agente Simon. – respondeu Jonas, já se retirando do escritório. – Vou embora, até mais ver, agente Simon.
- A...até logo, senhor Jonas – despediu-se Katy.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

CAPÍTULO CINCO


No hotel, o agente Williams estava tentando suportar a dor física, e ao mesmo tempo a dor da alma.
Há dois anos, Paul estava apaixonado por Katy Simon; sempre quando o Sr. Jonas, recebia cartas de seu amigo o inspetor Lucas, ele também às lia, para saber de alguma coisa sobre Katy. Quando Paul viu sua fotografia, sentia um profundo desejo de abraçá-la... beijá-la... de estar com ela.
Mas agora, Paul achava que tinha exagerado. Finalmente conseguiria matar seu desejo, mas não iria mais importulaná-la, tinha medo de estar muito precipitado com relação a Katy.
Portanto, depois de quase ter se declarado a ela pela manhã decidiu então não mais tomar iniciativa e sim, comportar-se, para que o tempo fizesse com que a Katy também correspondesse ao seu amor.
Quando Paul estava no Brasil, não esperava a hora de poder ir com seu pai passar as férias em Miami. Mas seu santo protetor foi bem mais caridoso, além de passear algumas semanas para conhecer Miami e se divertir um pouco, também poderá trabalhar com Katy, e isso era que ele mais desejava.
Depois que o Sr. Jonas fez um curativo no braço de Paul, começou a falar:
- Como isso pode acontecer, Paul?. E o pior é que amanhã você começa a trabalhar, ainda bem que foi o braço esquerdo que lhe acertaram, hêim?
- Não se preocupe com isso, pai falava Paul. – O pior é que quando Katy me ajudava com o ferimento eu tentei agarrá-la e, eu acho que coloquei tudo a perder com nosso relação.
- Você ficou maluco, agente Paul Williams!!! Como poderei encarar o Lucas agora? Perguntou Jonas, com raiva. – E a garota, meu Deus! Eu não vou ter coragem nem de passar por perto dela. Tenho certeza de que quando ela me viu no escritório do seu pai hoje de manhã, ela pensou que eu era pai de um tarado, um maluco aproveitador, ah! Sei lá!!!!
- Caramba, pai! Tenha calma! Falou Paul. – Não se preocupe o inspetor não saberá de coisa alguma.
- E como você tem tanta certeza disso, Paul? – perguntou Jonas, mais calmo.
- Isso é fácil, porque ela também me desejou no momento em que a beijei. Ela não vai falar nada a ele.
- Você é um imbecil mesmo, Paul; Além de agarrar Katy, você a beijou? Eu não agüento mais, terei que mandá-lo para um mosteiro para ver se lá eles te concertam – falou Jonas sorrindo, enquanto ia para o seu apartamento.
Era muito bem humorada a relação entre Paul e seu pai. Mas Jonas num ponto era sensato, sempre gostou de um lugar a penas para ele, por isso ele alugou um apartamento no mesmo hotel em que estava Paul, só para ele, e para as convidadas, é claro.
No momento em que abriu a porta, Jonas fora surpreendido por dois homens, que entraram no apartamento perguntando por Paul.
- Aonde ele está? Velho idiota, fala logo! – perguntou o estranho, apontando-lhe uma arma na cabeça.
- Não sei, não sei ! – gritou, com medo dos bandidos perceberem que ele não estava sozinho no apartamento.
O bandido decidiu então vasculhar o apartamento por inteiro, deixando Jonas com o outro pilantra:
- Vigie o velho aí, Sandro, que eu vou procurar o outro.
- Não fale meu nome seu estúpido!
- Desculpe, cara, eu esqueci – falou o outro, estranho no quarto de Paul. – Esse é o quarto do imbecil que acertamos, eu vou dar uma olhada, certo?
- Falou! - respondeu Sandro.
Quando o “elemento” entrou no quarto, não esperava ser surpreendido por Paul, que estava escondido atrás da porta.
O agente Williams deu –lhe uma coronhada no pescoço tão forte que o outro bandido que estava vigiando Jonas começou a gritar.
- Que barulho foi esse, Sam, você esta bem?, pega logo este cara, e vamos embora.
Jonas, sentindo que ele estava muito nervoso e inquieto, deu-lhe sonoro soco no nariz. O bandido caiu no carpete, desacordado.
Paul saiu do quarto, encontrando seu pai na sala; vendo o pilantra estirado no chão, começou a falar:
-Ora, ora Sr. Jonas, vejo que continua em forma.
- Pois é, Paul. Era essa a parte do meu antigo trabalho que eu mais gostava – falou, sorrindo e balançando a mão que doía um pouco por causa do soco. – Vá buscar o outro imbecil, enquanto eu cuido desse, aqui.
Quando Paul Voltou para seu quarto, não encontrou o homem que tinha dado o golpe com sua arma. Paul começou a procurá-lo pelo quarto cuidadosamente, chegando a conclusão que o bandido tinha escapado pela janela.
Foi até a janela, mas não conseguiu avistá-lo. Percebeu que seu apartamento, que era no segundo andar, ficava bem acima da piscina, que estava com suas águas agitadas.
- Merda o idiota mergulhou! Gritou Paul, nervoso.
Em seu relógio marcavam dezoito horas, quando voltou à sala, para interrogar o outro elemento.
Chegando na sala, encontrou seu pai amarrando o bandido que estava acordando.
Paul descontrolado, começou a dar tapas no rosto do individuo, perguntando o por quê da sua inesperada visita.
- Como é cara? Vai dizendo tudo o que sabe. Eu não sou um homem paciente.
- Calma, Paul ele vai falar tudo, não precisa bater nele... – comentou seu pai.
Nesse momento, ouve-se uma batida na porta da entrada:
- Quem está aí ? Por favor, fale! - pediu Paul. – Pai, telefone pra Agência Central, enquanto eu vou atender a porta.
- Esta bem, Paul. Fique quieto aí, idiota – falou Jonas ao bandido amarrado.
Quando Paul abriu a porta, surpreendeu-se com a pessoa que esperava ser atendida:
- Oi...é você, agente Simon? – falou Paul, envergonhado. – Entre, adivinhe quem veio fazer uma visitinha? – perguntou Paul.
- Oi e eu não sei quem veio visitá-lo, agente Williams – Katy ficou furiosa em saber quem era e ao mesmo tempo triste, pois Paul a estava tratando como agente, e não como Katy.
- Os pilantras que tentaram nos matar, hoje pela manhã, você se lembra? – perguntou Paul, sorrindo.
Katy ficou completamente arrepiada ao lembrar-se da manhã que tinha passado ao lado dele.
- Sim, lógico que estou lembrada, - respondeu Katy entrando na sala e se assustando com o homem amarrado e ensangüentado.
- Nós só conseguimos segurar este, o outro escapou mergulhando na piscina – falou Paul, puxando os cabelos do bandido para que Katy pudesse ver o rosto dele.
- Você e seu pai bateram nesse homem? – perguntou Katy.
- Sim, batemos, por quê?
- Se o senhor não sabe agente Williams, aqui nos Estados Unidos, até o mais canalhas dos homens tem seus direitos – falou Katy.
- Olha aqui, garota, esse idiota é do mesmo país que o meu, portanto, o "direito" está ao meu favor nesse momento. Foi esse homem que tentou nos matar, certo?! – gritou Paul, enfurecido.
- Calma Paul! – falou Jonas. – A agente Simon está com você no mesmo caso, por que vocês não interrogam o idiota aí, para ver se descobrem alguma coisa, hêim?!
- Ele tem razão, Paul – falou Katy sem perceber ter dito o seu primeiro nome.
Enquanto o Sr. Jonas subia para seu apartamento, os agentes ficaram interrogando Sandro:
- Por que queria nos matar? – perguntou Paul.
- Eu cumpro ordens, doutor, eu não as faço – respondeu Sandro.
- Olha aqui, seu imbecil, a policia já está chegando e, eles não vão ser tão gentis como nós estamos sendo – falou Katy, tirando a arma da cintura e apontando para a cabeça de Sandro. – Portanto, é melhor dizer tudo de uma vez, certo?
- Tudo bem, doutora, tudo bem. Eu vou falar tudo de uma vez só, tá legal? - respondeu Sandro com medo da arma disparar.
- Katy, aonde estão os direitos desse palerma, de que você tanto falou? – perguntou Paul, estranhando seu comportamento violento.
- Esquece desse detalhe por enquanto, Paul, agora o elemento que esta aqui a nossa frente quer falar. Não é?!- perguntou Katy a Sam.
- É verdade doutora, é verdade!!! – respondera Sandro – O negócio é o seguinte: Eu e o outro cara fazemos parte de uma quadrilha de traficantes, que distribui pó para o Japão e para os Estados Unidos via Amazonas. Semana passada eu a vi bisbilhotando nossa loja então percebemos que você sabia muito mais do que pensávamos. Soubemos também que esse cara aí veio do Brasil para nos investigar, então nosso chefe mandou apagá-lo. É só isso que eu sei – terminou Sandro.
- Quem é seu chefe, ele é americano ou brasileiro? – perguntou Paul.
- O doutor quer dizer, americana. A nossa chefe é um americana. O pessoal a chama de Lady Pat, a nossa Patroa. Uma loirassa com uma rosa tatuada no traseiro. É só isso que eu sei só isso.
- Meu Deus, que mal gosto – falou Katy, recolocando sua arma na cintura. – Essa mulher deve ser psicopata.
- Podes crê doutora, e está louquinha pra matar a senhora, sabe como é...Acho ela não foi com tua cara... – falou Sandro rindo.
- Cala a boca, seu imbecil! – falou Paul.
Nesse instante, a policia bate a porta. Katy foi atender, enquanto Paul desamarrava o bandido.
Acompanhado pela polícia, o inspetor Lucas entra no apartamento de Paul.
- Aonde está o pilantra Katy? - perguntou o inspetor.
- Esta aqui na sala inspetor Lucas, podem levá-lo respondeu Paul, que já tinha chegado na porta entregando o bandido para os policias.
- Pai, ele nos falou algumas coisas, enquanto vocês não chegavam – comentou Katy. – Você vai interrogá-lo mais algumas vezes, não é? Então faça com que ele desenhe um mapa indicando todos os cômados da loja, está bem?
- Tudo bem, Katy – consentiu o inspetor. – Agora me deixe levar esse vadio para a Agência antes que o fedor dele contamine o hotel por inteiro, tchau! – despede-se o inspetor, sorrindo.
- Até amanhã! – despediram-se Paul e Katy ao mesmo tempo.
- Bem, eu acho que também vou me embora, vejo que o seu braço já está bem melhor, não é? – perguntou Katy.
- Sim, está – concordou Paul. – Ainda bem que não acertaram o direito.
Foi nesse momento que Katy tomou coragem...
- Agente Williams... quero dizer, Paul, você aceita jantar comigo, amanhã à noite... em minha casa? Eu já vou lhe avisando que o meu jantar è à base de pizza e suco de laranja – convidou Katy sorrindo.
- Eu adoraria... Katy, mas não sei de devo, o seu pai não iria achar ruim que um estranho como eu invadisse desse jeito a sua vida?
Depois dessa pergunta, Katy não conseguia mais responder ou perguntar nada; o sangue começou acelerar em suas veias, um calor acabava de tomar posse de todo seu corpo. Se Paul a convidasse para fazer amor naquele momento, ela não pensaria duas vezes em aceitar.
Com todo aquele silêncio por parte da Katy, que não fazia nada, a não ser olhar fixamente os olhos de Paul que não agüentou e então começou a falar:
- Vamos fazer assim, Katy, em vez de eu ir em sua casa para jantar, você me leva ao cinema para assistirmos a um filme que eu quero ver a muito tempo, esta bem? Assim eu, eu fico conhecendo melhor Miami.
Katy ficou confusa com a proposta de Paul, mas não se importou e aceitou.
- Tudo bem, Paul. Então, eu te pego amanhã à noite, vamos ver... às oito horas, tá legal?! – perguntou Katy.
- Esta ótimo! Então... Boa noite – despediu-se Paul. – Ah! Amanhã nos encontramos na Agência Central às nove, certo!? – lembrou-lhe Paul. – As oito não têm como ir...
- Sim, as nove em ponto, tchau! – despediu-se Katy, estranhando e entrando no elevador.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

CAPÍTULO QUATRO



Quando entravam no apartamento, Katy carregou o agente Paul até o quarto. Katy, não agüentando o silêncio que pairava no ar, começou a falar:
- Agente Williams, você é alérgico e algum medicamento? – perguntou Katy preocupada.
- Até o momento, não; Katy, eu não sinto o meu braço, vá ao banheiro e pegue algumas toalhas e na cozinha uma vasilha com água quente, por favor... – pediu Paul.
- Sim, eu vou buscar.
Katy pegou várias toalhas e uma vasilha com álcool e água. Quando chegou no quarto, encontrou o agente Williams rasgando a camisa de seda marrom que usava. Paul viu Katy com o que ele havia pedido, e falou para que ela entrasse no quarto:
- Por favor, Katy, venha me ajudar – pediu o agente Williams. – Termine de tirar a minha camisa, sim?
Katy ficou sem saber o que fazer, mas, seu espírito de bom senso falou mais alto, então foi ajudá-lo.
- Claro! Tome cuidado com o ferimento – a agente Simon levantou a barra da sua calça de linho azul marinho e retirou uma faca que trazia amarrada na perna. – Eu vou ter que cortar sua camisa.
- Tudo bem, não tem problema – comentou pensando se não haveria mais surpresas por parte de Katy. – Aonde você carrega mais armas, além das pernas, senhorita Katy Simon? -perguntou Paul, sorridente.
- Bem, eu carrego uma Colt na bolsa, essa faca na perna e um 45 reforçado na cintura – respondeu Katy brincando. – Agora agüente firme por que vai doer um pouco.
E Katy cortou a manga da camisa onde estava o ferimento.
Paul Williams gemeu de tanta dor; querendo agarrar-se em alguma coisa para se apoiar contra seu sofrimento, ele pegou o braço de Katy, que se desequilibrou e caiu sobre ele.
- O quê você está fazendo? – perguntou Katy, se debatendo sobre Paul. – Está maluco?! O ferimento do seu braço vai abrir se não parar de me apertar
- Estou fazendo o que você está vendo, Katy – respondeu. -E eu não estou maluco, estou ardendo de desejo por você.
- Vejo que além de ferido, você está delirando, agente Williams. – falou Katy, apavorada com a força que tinha aquele homem.
A luta de Katy foi em vão; não se passaram nem dez segundos e ela não quis mais se debater. Uma onda de desejo foi tomando posse de seu corpo, e Katy não conseguia se controlar.
Sentindo que ela desejava com a mesma intensidade, o agente Williams puxou para si com seu braço ainda ferido os fartos cabelos escuros de Katy, fazendo com que seus lábios se encontrassem num beijo misturado de dor, desejo e voracidade.
Katy tentava empurrá-lo, mais seu desejo a traía, suas mãos sumiam, por entre os pêlos do peito musculoso do Paul, provocando carícias deliciosas. Ela não esperava que suas respostas às carícias insinuantes de Paul iriam ser tão rápidas.
Já ia desabotoar a blusa de viscose branca de Katy, quando ele se deu conta de que estava prestes a cometer uma loucura.
Como ela não conseguia soltar-se dos fortes braços de Paul foi obrigada a apertar um local próximo ao ferimento dele, que no mesmo instante a largou. Katy depois de se recompor, falou finalmente com ele:
- Agente Paul Williams, espero que isso não aconteça novamente, e, vejo que o seu ferimento já melhorou, espero também, encontrá-lo amanhã às oito horas no prédio da Agência Central, para começarmos a nossa investigação e... passar bem! – despediu-se saindo do quarto com a respiração ainda ofegante.
- Passar bem, Katy. “Ainda chegará nosso momento...” – pensou.
No caminho para o trabalho, Katy acelerou tanto a sua moto que nem percebeu que tinha ultrapassado quarto sinais vermelhos, causando grande confusão no trânsito.
Quando chegou no prédio, Katy não prestava atenção em nada e em ninguém, só queria conversar com seu pai.
Procurou na sala de reuniões, onde só encontrou o agente Peter. Katy, já cansada de procurar seu pai por todo o prédio perguntou aonde o Inspetor estava:
- Por favor, Peter, diga-me onde está o inspetor?
- Ele está em seu escritório como sempre, agente Simon – falou Peter estranhando o comportamento de Katy, pois todos sabiam que o Inspetor Lucas nunca saía de seu escritório. – Ele está conversando não sei com quem...
- Obrigada! – agradeceu Katy.
Dirigiu-se para o escritório de seu pai. Chegando, entrou sem bater na porta de vidro escuro.
Katy percebeu que seu pai a esperava, e que ele não estava sozinho:
- Olá! Agente Simon, espero que o meu filho tenha sido gentil com a senhorita – falou Jonas.
- Olha, Sr. Jonas, o seu filho se comportou muito bem, depois ele lhe dirá tudo – falou Katy um pouco surpresa com o comentário dele. – Olá, papai, se não for incômodo, eu gostaria de conversar com o senhor, em particular.
- Deixem-me ir embora que eu acho que chegou a minha hora, não é mesmo?! – perguntou Jonas bem humorado. – Depois nós voltamos a pôr nossa conversa em dia Lucas, tchau.
- Tudo bem, Jonas até logo – despediu-se o inspetor.
O inspetor Lucas sentiu que Katy estava nervosa. Nunca ele tinha a visto deste jeito.
Enquanto o inspetor arrumava seus papéis, Katy começou a falar:
- Inspetor Lucas, gostaria de saber, o por quê dessa brincadeira sem graça, que o senhor me fez passar – falava Katy, tentando se controlar.
- Ora, ora, Katy, uma brincadeira, duas brincadeiras, que mal há nisso? Perguntou o Inspetor, se segurando pra não gargalhar.
- Papai, por que você não me falou que ele era novo e que vinha acompanhado do pai? – perguntou Katy. – Eu tive que levar o agente Williams até o hotel, enquanto o pai dele alugava um carro para ir paquerar garotas, por Deus, Inspetor Lucas, eu quase desmaio de susto ao ver dois homens, em vez de um indo em minha direção lá no aeroporto!
- Você gostou dele? - perguntou o Inspetor, com os olhos fixos na filha.
- Do que você está falando, inspetor Lucas? – perguntou Katy nervosa.
- É que nunca a vi desse jeito, nervosa, brigando comigo por causa de uma simples brincadeira - respondeu o inspetor, acertando em cheio a consciência de Katy.
Katy não sabia como disfarçar a atração que estava sentindo pelo agente Paul Williams, seu corpo estremecia quando se lembrava do beijo e das carícias que trocaram no hotel.
- Katy, Katy!!! – chamava o Inspetor Lucas, tentando despertá–la de seus pensamentos.
- Não se preocupe comigo papai – falou Katy, confusa. – Por falar em brincadeiras, no caminho do aeroporto até o hotel, eu e o agente Williams fomos perseguidos por atiradores.
- Como foi isso, Katy? Perguntou o Inspetor, agora mais sério do que nunca. – Eles atingiram alguém?
- Eu acho que eles fazem parte da mesma quadrilha de traficantes que eu e o agente Williams iremos investigar – falou Katy. – O agente Williams foi atingindo no braço esquerdo, mas já deve estar melhor, foi um tiro de raspão.
- Puta que pariu, esses bandidos não estão brincando! Katy eu quero que você investigue esse caso com muita cautela, certo? – pediu o inspetor, preocupado com a filha. – Depois, quero que faça uma visita ao agente Williams ainda essa noite.
- Mas, eu acabei de vim do hotel, não sei por que é necessário que eu vá novamente para lá – falava Katy.
- Isto são ordens, agente Simon – declarou o inspetor. – Isto não vai fazer mal a ninguém, ou vai?
- Sim, senhor, inspetor, à noite irei visitá-lo – consentiu Katy.
Ela não esperava que seu próprio pai a jogasse bem na arena do “guerreiro insaciável”; mandar que vá visitar aquele “maníaco sexual”. Mas, Katy estava preocupada com o ferimento dele, por isso... talvez, iria vê-lo.