terça-feira, 16 de dezembro de 2008

CAPÍTULO SEIS




Eram dez para as nove de manhã, quando a agente Simon estacionava sua moto em frente ao prédio da Agência Central.
Desde o dia em que Paul William chegara, Katy mudou todos seus objetos de trabalho para um escritório mais amplo e confortável no prédio da matriz, para sua segurança e a de Paul.
Katy entrou no elevador em direção ao seu escritório, que ficava no décimo andar. Quando a porta do elevador se abriu, Katy viu Paul, que estava abrindo a porta do escritório:
- Bom dia, Paul – cumprimentou Katy. – Esse é o relatório do homem que capturamos, ontem à noite? – perguntou, olhando para a pasta.
- Sim, seu pai estava aqui, quando entrei no edifício. Ele me falou que o mapa da loja está aqui também. – respondeu Paul. – Vamos, entre...não é possível trabalharmos no corredor.
- Sim, é claro! – falou Katy, sorrindo. – O inspetor Lucas comparou o mapa que o prisioneiro desenhou, com o mapa da planta do imóvel? – perguntou Katy, sentando-se em sua mesa.
- Comparou, mas, só a loja é que coincide com o original. E existe três túneis que foram construídos logo após a loja ser vendida para os brasileiros, esses túneis vão dar em três ruas diferentes do quarteirão, como podemos ver aqui – respondeu Paul, mostrando-lhe os mapas.
- É isso mesmo, Paul! – falou katy. – Nós podemos entrar por essa passagem que existe nos fundos da loja. Quando eu fui investigar semana passada, eu percebi que nesta passagem existe pouquíssimo movimento de pessoas – comentou Katy, apontando no mapa. – É lógico que, no momento em que entrarmos, teremos que tomar muito cuidado pois, não sabemos o que vamos encontrar lá dentro.
- Faz sentido, o que você diz Katy. Mas, conforme nós entramos nesse túnel, as outras passagens já estarão interditadas por nossos reforços, compreende? É por esse túnel que Lady Pat vai querer fugir, porque ele é menor que os outros dois. Então a fuga vai mais rápida, entendeu?
- Perfeitamente, Paul – respondeu Katy.
- Então seguiremos este esquema. Lá na loja existem cinco pessoas, conforme falou o prisioneiro, duas nós já sabemos quem são: Lady Pat e Sam. Mas deve existir muito mais do que isso.
- Sam? Quem é esse tal de Sam? – perguntou Katy.
- Foi ele que escapou ontem à noite, mergulhando na piscina – respondeu Paul. – Mas desta vez vamos pegá-los de uma vez por todas, não vamos?! – perguntava Paul olhando fixamente nos olhos de katy.
- Sim, vamos....-respondeu Katy, hipnotizada.
O agente William paralisava Katy só com o olhar, era incrível o poder de sedução que aqueles olhos tinham.
Katy começou a ter pensamentos, sonhos, imagens dela e Paul juntos em outro lugar mais calmo, aconchegante, confortável, menos no escritório em que se encontravam no momento.
Infelizmente Katy foi despertada por batidas na porta:
- Deixe que eu atendo – falou Paul, sorrindo.
- Sim, claro – falou Katy, um pouco atordoada com a força, a energia magnética que aquele homem tinha.
Paul abriu a porta, e Jonas entrou, vestindo um bermudão, uma camisa estampada com cores vibrantes e calçando um tênis:
- Meu Deus! Como tem mulher gostosa nesse lugar, Paul!!! – falou seu pai, pensando que estava sozinho com o filho. – Gostaria de poder ficar com todas que conheci de uma só vez, mas eu sei que elas não iriam agüentar a fome do Senhor Jonas aqui...hahahahah – falou, batendo as mãos contra o próprio peito e sorrindo.
- Pai, fale baixo – pediu Paul. –Não estamos sozinhos.
- Vejo que está se divertindo bastante, Sr. Jonas – comentou Katy, com um ar malicioso.
- Olá agente Simon; É verdade. Estou me divertindo muito! As praias aqui são belíssimas, faz lembrar as praias do Rio de Janeiro às vezes. Principalmente porque faltam os arrastões...hahahahahahahah- falou Jonas, que mudara de assunto automaticamente.
- Entre papai – convidou Paul. – Katy e eu estamos bolando um esquema para darmos uma batida lá na loja de produtos Sul-Americanos.
- Ahhhh! Paul, eu gostaria de lhe mostrar umas coisas que eu consegui, quando peguei aquele assassino que metralhou o prédio em que eu estava trabalhando com meu pai – falou Katy.
- Vamos ver então que coisas são essas!!! – falou Paul, curiosíssimo.
Enquanto o Sr Jonas e o agente William se acomodavam, Katy pegava os objetos que tinha conseguido com o presunto do prédio em que trabalhava. Quando Katy jogou a carteira de identidade, o passaporte falso e a foto na mesa, Paul ficou perplexo:
- Onde você conseguiu tudo isso? – perguntou Paul, pegando a fotografia para ver melhor.
- Estavam nas roupas do bandido – respondeu Katy.
- Esta foto também estava junto com os objetos que você pegou?
-Sim, estava – respondeu Katy. – E é isso que eu não entendo – respondeu Katy. – Tem que haver alguma ligação entre essa foto e as pessoas que trabalham para Lady Pat – declarou Katy, nervosa.
- Por que voc~e acha que essa hipótese tem fundamento, Katy? – perguntou Jonas, preocupado.
- Eu acho que é porque meu pai é brasileiro, não sei...- respondeu Katy. – Pode ser vingança, ou alguma coisa do gênero.
- É, pode ser. Então teremos que investigar essa loja o mais depressa possível – declarou Paul. – Se não a vontade desses marginais em querer matá-la e a seu pai pode se concretizar. Incluindo eu! Que agora eles também querem, não sei por que cargas d’água.
- Amanhã mesmo iremos vigiar a loja, durante a noite inteira, está bem? – decidiu Katy.
- Tudo bem pra mim, Katy – falou Paul.
- Tomem cuidade com esses mafiosos, eles não vão dar moleza para ninguém – avisou Jonas. – Eles investem alto em armamentos, ouviram bem?
- Sim, Sr. Jonas, ouvimos muito bem! – falou Katy, sorrindo. – Por falar em armamento, gostaria que vocês dessem uma olhada nessas belezas que eu tenho bem aqui.
Katy dirigiu-se ao armário de ferro, tirou as chaves do bolso de sua calça jeans e abriu a porta de cor cinza escuro.
Paul ficou espantado com tantas armas que haviam dentro daquele armário. Era um verdadeiro arsenal de guerra.
Haviam duas M16, uma M60 usada na guerra do golfo, duas escopetas, quatro calibres 12, um disparador de mísseis de pequeno porte, duas magnuns, três 765 com visor noturno, facas de todos os tipos e muita munição.
O cigarro do Sr. Jonas caiu em cima de seu bermudão novinho, quando ficou boquiaberto ao ver tanta arma em poder de uma mulher...
- Caramba! A minha bermuda está pegando fogo!!!! Porcaria de cigarro...- xingou, pulando e ao mesmo tempo batendo as mãos contra as pernas.
- Fique quieto pai! Não sei pra quê você ainda fuma... Você não pode ver nada que fica com a boca aberta, anote aí Sr. Jonas, tu ainda vais morrer queimado com seu próprio cigarro – avisou Paul. – Agente Simon, aonde você arranjou tanta arma? –perguntou Paul, impressionado.
- Eu comecei à colecionar armas a partir do momento que entrei na CIA – respondeu Katy, sorrindo. – Todas essas belezinhas estão em perfeito estado de conservação para o uso, estão completamente limpas e carregadas, que é o principal.
- Mas Katy! Isso não é uma batalha, será apenas uma batida para apreendermos drogas e, quem sabe, conseguirmos enjaular alguns traficantes – falou Paul.
- Eu sei que não é uma batalha, Paul. Mas eu sei que é uma guerra – falou Katy, decidida. – A batalha será muito mais difícil de vencermos – concluiu Katy.
- Você está certa, Katy – concordou Paul. – Nós somos verdadeiros guerreiros, e lutamos contra essa corja de bandidos traficantes que só fazem destruir vidas por aí! Vendendo essas porcarias desses narcóticos que não prestam pra nada. – falou Paul, explodindo.
- Nossa Paul, por que tanto ódio? – perguntou Katy.
- A mãe dele morreu de overdose, agente Simon. – respondeu Jonas, já se retirando do escritório. – Vou embora, até mais ver, agente Simon.
- A...até logo, senhor Jonas – despediu-se Katy.

8 comentários:

Verônica Taquette Vaz disse...

Oi! Valeu pela visita =)
A história está emocionante!
vou acompanhar aqui também,
Abraços

Cynthia disse...

Huuum... boa história.
;*

DEUSA PAGÃ disse...

Mas que delícia.....adoro tudo isso.

Mari disse...

Menina, perdi capítulos, vou passar aqui com calma para ler tudo.
Bjks.

Nike disse...

Já estava com saudades... Adoro ler sua história!!!
Continuo acompanhando
Bjus iluminados

O Profeta disse...

Sabia apenas que era um pequenino naquela longa noite
No celeste um luminoso sorriso me chamava
Lançou-me aos olhos raios de deslumbrante luz
Era a minha prenda, uma brilhante…Estrela Alva…

Um Mágico Natal para ti querida amiga que ao longo deste ano me visitaste. Que a Estrela Alva te ilumine neste Natal.



Mágico beijo

vanessa disse...

ahhh gostei muito tbm!!! volte sempre!

Trujillo disse...

Deixa eu ir pro incio para ver a continuacao logo!...