sábado, 27 de dezembro de 2008

CAPÍTULO OITO





Depois de uma noite sem dormir, Katy não conseguia ficar de pé, já eram onze horas e quinze minutos da manhã e ainda não tinha se levantado da cama. Ela havia chorado a noite inteira e resolveu não ir trabalhar para não se encontrar com Paul.
Quando olhou no relógio até se assustou com as horas...Finalmente tomara coragem e levantou-se para tomar uma chuveirada fria.
Mas nada conseguia fazer com que Katy parasse de pensar em Paul, nem mesmo a água que caía sobre seu corpo, fazendo carícias que ela confundia com as de Paul, não a deixando em paz...
Katy aproveitou que iria passar o resto do dia em seu apartamento para fazer uma limpeza, depois iria estudar a planta do esconderijo de Lady Pat e comprar alguns mantimentos.
Ficou quinze minutos tomando banho, quando desligou o chuveiro, Katy escutou o barulho do telefone.
Colocou o roupão cor de vinho e rapidamente foi atender, pensando que era Paul, jogou-se no sofá e tirou o fone do gancho:
- Alô, Paul, é você? – perguntou katy, ansiosa.
- Aqui não é o Paul, aqui é o Agente Carl, Katy – falou, aborrecido.
- O que você quer Carl?! – perguntou chateada.
- Por que você não veio trabalhar, Katy? Eu estou aqui, com um senhor que se diz ser o tal do agente William, mas acho que mandaram o homem errado, porque esse aqui tem a minha idade mais ou menos.
- Não se preocupe Carl. Ele é o verdadeiro Paul William, é que o inspetor Lucas nos enganou quando disse que o agente William tinha cinqüenta anos de idade, só isso – flalou Katy, escutando a voz do agente Paul bem baixinho.
- Tudo bem então Katy. Agora eu e o agente William vamos espionar um pouco o movimento das pessoas lá na loja de produtos sul-americanos, tchau! – despediu-se.
- Até sábado, Carl. Ah! Avise para o meu pai que eu não irei trabalhar hoje, está bem? – pediu katy, antes que o agente Carl desligasse o telefone.
- Está certo Katy. Vou tentar...- desligou Carl, rindo.
No momento que Carl desligou, Katy sentiu que ele estava muito nervoso, mesmo assim esqueceu esse detalhe, dando de ombros. Dirigiu-se à cozinha para ver o que estava faltando e ir às compras...
Quando abriu o armário, ela até se assustou, não tinha absolutamente coisa alguma para fazer no jantar; ao abrir a geladeira, o susto foi menor, mas mesmo assim, Katy decidiu ir fazer compras e deixar a limpeza para mais tarde.
Voltou para seu quarto vestiu um roupa confortável e foi comprar o que precisava. Só quando Katy chegou no saguão do prédio se lembrou que sua moto estava no hotel onde Paul estava hospedado.
É...realmente não conseguia tirá-lo da mente! Agora ela tinha certeza que amava Paul com todas as suas forças. Mesmo assim, não iria vê-lo tão cedo. Katy resolveu então, ir andando ao supermercado mais próximo.
Caminhando na calçada, Katy mentalmente perguntava se Paul também a amava, ou ele tinha herdado também a sem-vergonhice do pai e só estava interessado em se divertir, por isso que na noite anterior ela fugiu sem dar nenhuma explicação, deixando-o mal humorado.
Katy chegou no supermercado em dez minutos, se ela estivesse de moto não demoraria mais que três minutinhos, naquele horário as ruas estavam completamente cheias de pessoas indo para a praia.
Quando entrou, Katy quis voltar para trás, o supermercado estava fervendo de gente. Mesmo assim, ela respirou fundo, pegou o carrinho e foi comprar o que precisava.
Nesse mesmo instante, no escritório da Agência Central, Paul discutia com o agente Carl sobre a quadrilha de Lady Pat:
- Olhe aqui, agente William, eu tenho certeza que há mais de dez bandidos naquela porcaria de loja – falava Carl, inquieto.
- Como você tem tanta certeza, agente Carl? – perguntou Paul, irônico.
- É simples, eu e o meu parceiro, o agente Peter, estamos investigando um grupo de japoneses contrabandistas que levam pó daqui até o Japão com a ajuda da quadrilha da Lady Pat. – falou Carl, mostrando as fotos dos mafiosos.
Paul levou um susto quando viu a foto do homem que tentou matá-lo:
- Esse imbecil também faz parte do bando dos japoneses? – perguntou Paul, observando a foto.
- Sim, o apelido dele é Samuray, mas é mais conhecido como....
- Sam! É isso?! – interrompeu Paul.
- Isso mesmo. Como você sabia? – a expressão de Carl era de indignação por Paul saber das coisas.
- Eu já tive o “desprazer” de conhecê-lo – falava Paul, sorrindo.
Como o agente Carl estava confuso, Paul foi explicar:
É que foi esse cara que tentou me matar no dia em que eu cheguei de viagem, ele conseguiu fugir mergulhando na piscina do hotel, você acredita? – Paul ainda não conseguia engolir essa fuga.
- Ele é um ótimo lutador, agente William; japonês, sabe como é...artes marciais, armas brancas, são verdadeiros assassinos – comentou Carl.
- Vamos parar de falar nesse idiota, temos mais coisas pra fazer – falou Paul, terminando a conversa sobre o japonês saltador. – É hora de irmos até a loja, certo?!
- Então, vamos embora!
Enquanto Paul e Carl se dirigiam para o carro, Katy saia do supermercado carregando vários pacotes.
Muito cansada, Katy não esperava a hora de chegar em seu apartamento. Ainda dentro do ônibus, Katy tinha dificuldades ao carregar seus pacotes, mesmo assim, ela conseguiu ver os agentes Carl e Paul dentro de um carro negro no momento em que o sinal fechou.
Tentou chamá-los, mas foi impossível. Quando abriu a janela do ônibus, os pacotes bambearam e caíram em cima de alguns surfistas, Katy pegou os pacotes que estavam sendo entregues educadamente pelos garotos tatuados.
Voltou a olhar pela janela do ônibus depois que tinha arrumado os pacotes num banco vazio, mas não conseguiu avistá-los mais. O sinal já estava verde e os agentes já haviam sumido.
Katy achou até melhor Paul não tê-la visto, é lógico que depois de ter pensado muito, pois estava se concentrando para a batida na loja amanhã e não queria misturar as estações.
Já eram treze e trinta da tarde e os agentes estavam à paisana tentando ver alguém conhecido na loja de Lady Pat, mas nada se via e ninguém aparecia.
Deram duas horas, três, quatro, até que Paul não agüentava mais ouvir o ronco do agente Carl e decidiu sair do carro e dar uma volta pela loja.
Saiu do carro sem fazer nenhum barulho, fechou a porta e saiu andando pela calçada. Como a loja estava do outro lado da rua, Paul foi até o farol da esquina e atravessou. Ao chegar à frente da loja quase tropeçou numa pedra que estava no caminho. – Droga!
Subiu dois degraus que dava acesso à loja e, quando estava olhando discretamente para dentro do estabelecimento, foi brutalmente surpreendido pelo agente Carl:
- Você está maluco, agente William, olha quem vem vindo do outro lado da rua em direção à loja!! – sussurrava Carl, apontando para os japoneses que se aproximavam.
- Você quer me matar de susto! Quase que eu tenho uma parada respiratória aqui – falava Paul, enquanto saía dali ao lado do agente Carl. – Vamos nos esconder ali atrás daquela banca de revistas.
Quando Paul e Carl se acomodavam atrás da banca, fingindo ler algumas revistas em exposição, os japoneses entrevam na loja carregando várias caixas e engradados de refrigerantes:
- Ande logo seu imbecil! Se não formos logo nosso mestre irá arrancar nossos olhos e jogá-los para seus peixinhos de estimação. Entendeu!? – gritou Sam, para um pobre carregador que trabalhava para a quadrilha do Mestre Mao, poderoso chefe do contrabando da Yakuza.
- Tenha calma, Senhor Sam. É que ta muito pesado, nô? – respondeu o carregador.
- Cale a boca e ande logo! – gritou Sam, dando-lhe uma tapa na cara.
O homem desequilibrou-se mas não deixou cair uma só caixa.
Os agentes Paul e Carl vigiavam do outro lado da rua, enquanto os japoneses entrevam na loja.
A tarde já estava acabando, e ninguém mais entrou na loja de Lady Pat. Paul não agüentava mais esperar os japoneses saírem da loja pra poder ir atrás deles. Resolveu então, ir embora e preparar-se para amanhã:
- Vamos embora, agente Carl. Eles devem ter saído pelos fundos da loja – falou Paul, descontente. – Vamos para o carro.
- Você tem razão. Nós temos que ir embora, eu ainda tenho que falar com o agente Peter sobre a batida de amanhã – falou Carl, indo com Paul em direção ao carro.
No segundo andar da loja, Sam espiava com um binóculo todo o movimento dos agentes, realmente ele estava irritado com eles. Primeiro foi Katy, que tentou penetrar na loja sem ser vista; agora eram os dois agentes que, com o que soube dos empregados da loja, ficaram o dia inteiro em frente à loja:
- O que você pretende fazer, Sam? – perguntou Lady Pat.
- Não sei, até agora eles só estão olhando a nossa loja. – respondeu Sam, seco. – Vamos mandar alguns homens para poder matá-los de uma vez por todas? – perguntou, acendendo um cigarro de cravo.
- Não, eu acho melhor nós cuidarmos do rapaz que ficou preso com os federais, você não acha?! – sugeriu Lady Pat, sorrindo.
- Eu acho que esses agentes idiotas estão rondando a loja por isso mesmo. O Sandro deve ter dito alguma coisa pra eles. E por isso vai ter que morrer. Meu mestre não suporta traição, entendeu? Lady Pat. – a voz de Sam intimidava.
- Por mim, não vejo problemas em matá-lo, Sam. Eu também não gosto de traidores, e isso vale pra qualquer um que quiser passar por cima de mim, entendeu? Samuray.
Os dois sorriram e, não querendo mais saber de conversas, Lady Pat apertou um botão e logo apareceram dois homens, um negro muito mal encarado e exageradamente armado e um branquelo com cara de nerd segurando uma pasta vermelha.
Assim que eles entraram, Lady Pat foi logo falando para eles matarem em exatamente cinco horas o rapaz que foi preso pelos agentes dias atrás:
- Deixe-me dar uma olhada nessas fotos, Luke – pediu Lady Pat ao homem que portava a pasta vermelha.
- Aqui está, senhora.
Lady Pat observou as fotos dos homens que trabalhavam para ela até que chegou à foto de Sandro:
- É esse aqui, Sam? – perguntou Lady Pat, dando a foto nas mãos dele.
- Sim, é esse mesmo. Você tem que treinar melhor seus homens, Lady Pat – caçoou Sam. – É esse aqui, Bill. Basta matá-lo e o dinheiro estará na mão, certo?! – Falou Sam, sorrindo para o negro que estava colocando munição em uma das armas.
- Pode deixar comigo. Senhor Sam – respondeu Bill, sorrindo também e se retirando da sala junto de Luke, o tesoureiro dos traficantes comandados por Lady Pat.

11 comentários:

Nike disse...

A sua história está a cada dia melhor, não demore muito pra postar o próximo capítulo... a curiosidade é fogo, né? heheheh

Beijos pra vc!!!

Ananias Duarte disse...

M.N.S... que imaginação fértil! Parabéns. Sua imaginação é, digamos.... pertubadora.
Bjs

HIP HOP MULHER disse...

muito bom!!!!
muito bem sacado o negócio da yakuza....

Lili disse...

Vc escreve muito bem, para béns!! Estarei acompanhando :)
Beijossss
Lili

Pesando a Caneta !!! disse...

parabéns pela história, as fotos ficaram bem interessantes tmb, bjos!

Balinha de Menta disse...

Feliz Ano Novo!!!!!!
Que 2009 chegue abençoado e sua imaginação mais fértil e produtiva do que nunca! Assim, poderemos ter um desfecho super interessante para os agentes Paul e Katy como também um especial para Lady Pat, Sam e seu bando.
Parabéns! Quero saber seu nome. Qual é?
Bjs, Balinha

Inspirações disse...

Feliz ano novo! Que seus sonhos sejam uma realidade em 2009. Que, acima de tudo, você alcance paz, compreensão, amizade e amor.

Saiba que você tem um novo amigo que estará acompanhando o seu blog. Não deixe de acompanhar o meu também... (inspiracoesmatinais.blogspot.com)

DEUSA PAGÃ disse...

eiiiiii!!.
tem post novo!!!!Faz visitinha...
Abraços, deusa.

DEUSA PAGÃ disse...

OLÁ!! SOU DONA DO BLOG PINEL&JUQUERI COMO JÁ SABES, E ACABEI DE FAZER UM SELO PRA PRESENTEAR OS BLOGS PARCEIROS E QUE GOSTO DE VISITAR.
O SEU É UM DELES!
AH! NÃO ESQUECE DE OFERECER PROS BLOGS QUE VC GOSTA!

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Nike disse...

Obrigada pelo selo minha querida
Adorei!!!
Combinou muito com o meu blog e comigo tbm heheh, sou pinel 24 hs por dia ahuhauhauha

Beijão!!!

Prix disse...

Obrigadaa
Pensei em postar a letra da música maas vendo alguns vídeos achei aquele.. hehe
To esperando o capítulo nove..
Deeeus, que Paul é esse?! =D
Será que a Katy vai conhecer o RJ? Será??
Quero saber seu nome. Qual é? [2]

Bom Novo Ano!
E vida longa ao blog ^^
Até!
=]